(...) deveria ter ido ao cemitério (foi?) no dia de finados, pra ver o descaso e abandono. Jesus!Dava pena ver tanto lixo, tanto desleixo, pedaços de túmulos epalhados por toda a área, mas a cobrança vem certinha e sempre altissima.
Pra que mesmo nós pagamos a taxa de cemitério? Não é pra manutenção? Haha, manutenção é o que não tem por alí. Nós, ainda podemos, pagar alguem pra fazer uma limpezinha,mas, fora que cada dia de finados, eu pelo menos, me deparo com os roubos de peças dos túmulos, como letras, peças de bronze, etc. Será que o Ronaldo Esper passeia por aqui? Não, todos sabem quem rouba peças dos túmulos. Você pode encontrar iguaizinhas com um funcionário da prefeitura que as revende.
Coincidencia ou não,ele tem as mesmas peças que foram colocadas nos túmulos há quase 1 século. POis é..Não tem vigia naquele lugar? E a taxa que pagamos, se não é pra manutenção, não,é pra pagar vigia também? Tá esquisito demais isso, não concorda?
Ah, ia me esquecendo... o que é que estava fazendo estacionado na porta central do cemitério, durante todo o dia, aquele caminhão de campanha com a fotos do Ze e do vice dele? Fiquei pasmo. Eatariam começando a campanha ou agradecendo aos mortos que, possivelmente, votaram nesse pleito?
Estou indignado. O curral já fechou as portas, o homem tá mandando mesmo, até que algum corajoso como você denuncie essas trapaças. Grande abraço e sucesso no seu blog.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Desabafo de um leitor II
Desabafo de um leitor
Recebi esse comentário no blog e publico aqui. Obrigado ao amigo anônimo.
A derrota de Zé
Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre na cidade, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando escaradamente a máquina municipal, estadual, federal e universal, enfim, com tudo isso, o Zé só conseguiu ganhar e mais nada.
Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.
Zé Braz levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que o Paulinho Varella comandava.
Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o João Fiscal, para o Delcinho, para o Vandinho, para o Devail, para o Telmo, para o Camerino, para Hélio Varela, para o Pastor... estou esquecendo alguém?
Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.
Em compensação, como muriaeense, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver Muriaé sair do limbo a que foi condenado nos últimos anos, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.
Se Odilon tivesse sido eleito prefeito, Muriaé, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa, seria alguém em quem o governo seria obrigado a prestar atenção.
Agora, lá vamos nós para mais quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante 'Liberou geral!'
Nojo, nojo, nojo.