Recebi esse comentário no blog e publico aqui. Obrigado ao amigo anônimo.
A derrota de Zé
Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre na cidade, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando escaradamente a máquina municipal, estadual, federal e universal, enfim, com tudo isso, o Zé só conseguiu ganhar e mais nada.
Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.
Zé Braz levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que o Paulinho Varella comandava.
Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o João Fiscal, para o Delcinho, para o Vandinho, para o Devail, para o Telmo, para o Camerino, para Hélio Varela, para o Pastor... estou esquecendo alguém?
Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.
Em compensação, como muriaeense, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver Muriaé sair do limbo a que foi condenado nos últimos anos, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.
Se Odilon tivesse sido eleito prefeito, Muriaé, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa, seria alguém em quem o governo seria obrigado a prestar atenção.
Agora, lá vamos nós para mais quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante 'Liberou geral!'
Nojo, nojo, nojo.