É muito difícil para qualquer profissional, formado ou não, trabalhar numa administração em que o prefeito escreve asfalto com U e quer centralizar tudo. É o autoritarismo em pessoa.
Vamos pegar como exemplo os engenheiros da prefeitura: será que o engenheiro que fez o projeto, cálculos estruturais e o escambau, daquele muro da Prainha não viu a inutilidade da obra?
Será que ele falou alguma coisa pro prefeito?
Será que o prefeito insistiu e mandou fazer assim mesmo?
Imagine o prefeito, com aquele jeito sem lapidação dele, lidando com os assessores?
Além do mais, é impossível para qualquer assessor de imprensa promover uma administração que comete tantos erros primários. E não é por coincidência que a cidade só aparece no noticiário nacional, porque o noticiário local está comprado, como tragédia.O Sr. Zé merece todo o respeito pela idade que tem e por tudo que construiu como empresário. Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Como administrador público ele é ultrapassado.
O Sr. Zé está cometendo os mesmos erros que os coronéis que chegaram a prefeito na década de 50 cometeriam.
E olhem que Muriaé teve bons coronéis, como o Izalino e o Constantino Pinto... gente com visão de futuro, que construiu avenidas largas já pensando no tráfego que ainda não tinha.É uma pena que o Sr. Zé não tenha esta visão. Quando encasqueta como uma coisa, por mais absurda que seja, ele quer é pronto. Na verdade, ele nem precisa de assessor. Precisa de gente que vai obedecer as suas ordens, que abaixa a cabeça para os absurdos que ele faz e ponto final.
Longe de ser um mérito trabalhar para pessoas assim, é preciso a gente ter pena daqueles que necessitam de tais ofícios para sobreviver. Imaginem o que sofre um secretário do Sr. Zé. Não com o trabalho, mas com a arrogância e falta de voz. O prefeito pisa nos outros sem dó pelos motivos mais elementares.
Quando chega a eleição, ele é capaz de ir ao lançamento do livro do Elias Muratori fazer papel de cordeiro. Passada a eleição esquece todo mundo. Gente, não dá! As pessoas sujeitas a tais pressões são infelizes e podem até cometer assassinatos se não tiverem caráter e índole.
Entenderam ou falei embolado?
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Comentários dos internautas
domingo, 28 de dezembro de 2008
Comentário de uma internauta
Chuvas regam ambição de prefeito
As chuvas precipitam o povo muriaeense num abismo de miséria ainda maior. Com milhares de afetados, segundo a coordenação da Defesa Civil, Muriaé ganhou a dianteira entre os mineiros, que estão sob águas desde que as chuvas se intensificaram no mês de dezembro.
De olho grande nos cofres da União e do Estado, o prefeito enxergou primeiro a resolução de seus problemas de caixa, gerados durante a administração ou com vistas à reeleição.
Como o muriaeense é solidário, aparentemente, em situações de calamidade, esse prefeito manifesta um sentimento filantrópico acima de qualquer avidez das rapinas. Jura que está com as melhores das intenções com o próximo.
Há um alvoroço em torno da decretação da situação de calamidade pública. Com o instrumento em punho pode a prefeitura contratar sem licitação serviços necessários ao atendimento das populações desalojadas de suas pobres casas.
Na história recente da política do Muriaé se encontram páginas manchadas por dedos da corrupção cometida sob o manto do espírito solidário e da responsabilidade do gestor honesto. É a indústria das secas ao avesso.
Muriaé castigada pelas águas por 2 anos a fio. Sua população sofre sob o jugo de grupos políticos norteados apenas pelos seus projetos políticos de dominação. Daí a afobação em decretar situação de emergência e até estado de calamidade.
Desde que começaram as chuvas e os problemas com os alagamentos, que a situação é outra. Muita gente sofrendo e muito político querendo aparecer. O fato é que devemos explicar à população que as enchentes até podem ser consideradas uma catástrofe, mas não que os problemas eram inevitáveis, isso é uma grande mentira. Primeiro, que a prefeitura não cumpriu o seu papel deixando para tomar medidas depois que a situação se complicou.
E preciso tomar cuidado com o prefeito gavião infinitamente mais interessado em bicar as verbas destinadas a atender flagelados para seus projetos eleitoreiros.
Em Muriaé a fratura é escamoteada pelo gestor municipal que prefere lançar mão de tiradas que acredita espirituosa “Conheci Lédia numa enchente”. Que sorte! Dá gargalhada quando seu interlocutor da rádio Muriaé diz que ele é o prefeito que mais entende de enchentes. Que ironia!
Enquanto se discute o amor encontrado nas águas (sic.), a cidade enfrenta nos dias atuais problemas que remontam o século XIX, quando as primeiras eleições municipais foram realizadas em 10 de novembro de 1904 e foi iniciado o traçado da cidade. Mesmo assim aqui e acolá se soletra a palavra planejamento estratégico como quem junta um b com um a.
Os problemas gerados pelas chuvas aqui na cidade não são menores que os dos flagelados de outros municípios. Mas, com medo de sofrer um revés em sua imagem ilibada e imperiosa, o prefeito José Braz prefere agir como se nada houvesse entre o céu e a terra. E nem com tanta tragédia é capaz de transferir a solenidade de posse dos “mamíferos” eleitos e reeleitos.
Não poderia ser mais solidário e transferir a festa de arromba preparada para a posse, para depois dessa situação resolvida ou amenizada? Seria um ato solidário. Por que festa se o povo está de luto? Não foi esse mesmo povo enlutado que o reelegeu? Parem de convidar nas rádios locais, a população machucada, sofrida, enlutada, para a solenidade de posse. Que solenidade é essa? Será que o prefeito participaria de uma festa se tivesse perdido um familiar soterrado?
Pior para os eleitores inebriados por uma imagem esculpida por um marketing que desfalca em milhões os cofres municipais. Só podemos deduzir que, ou por incompetência ou por simples opção, os gestores perpetuam problemas ancestrais.
Desde que começaram as chuvas e os problemas com os alagamentos que a situação em Muriaé é outra. Muita gente sofrendo e muito político querendo aparecer. O fato é que devemos explicar à população que as enchentes até podem ser consideradas uma catástrofe, mas não que os problemas eram inevitáveis, isso é uma grande mentira. Primeiro que a prefeitura não cumpriu o seu papel, deixando para tomar medidas depois que a situação se complicou.
Ora, se há tempos órgãos de meteorologia do país inteiro previam que as chuvas seriam intensas, se todo mundo estava vendo e acompanhando que todos os rios da região estavam sangrando, daria para prever que a situação iria se agravar.
A falta de um comportamento preventivo do executivo deve ser visto como responsável por todos os riscos que correram e correm os filhos de Muriaé. Quando as águas começaram a subir, a prefeitura não dispunha de nenhuma estrutura para salvar às famílias, o que prova o total despreparo de uma administração atrofiada, pífia. Não podemos permitir que eles cheguem dizendo nos veículos de comunicação, que foi culpa da natureza, isso é hipocrisia! Como responsável pela administração do município o prefeito deveria ter se organizado e se preparado para o pior, deveria ter buscado com antecedência, alternativas, tanto para dar suporte às famílias na hora mais difícil, quanto para solucionar todas essas perdas que estão aparecendo agora.
Para isso ele tem o governo do Estado e o Ministério da Integração Nacional, das Cidades, com dinheiro suficiente para esse tipo de situação. Porém, mais uma vez esse prefeito decidiu remediar e esperar que alguém faça o seu trabalho, porque não tem mais capacidade de lidar com sua obrigação de executivo. A comunidade prejudicada deve cobrar com força da prefeitura as ações imediatas e as futuras, para a solução dos danos e prejuízos. É inaceitável que o prefeito da cidade delegue a responsabilidade pelas enchentes a São Pedro ou diga que não existe solução para o problema. Eu acredito que a questão não deva ser discutida apenas em poca de chuvas.
Em entrevista hoje à Rádio Muriaé, o prefeito disse que o povo constrói suas casas em terrenos sem infra estrutura e a cidade cresce desordenadamente.
Cresce? Por quê? Porque a administração permite, averbando obras de afilhados políticos, permitindo que se construa de qualquer jeito sem nenhuma fiscalização. A culpa é de quem? Do pobre povo que não pode comprar um terreno numa localização melhor ou da administração que permite que seus eleitores, iludidos, construam suas casas nesses locais, porque a eles deve um favorzinho? Cadê o tão falado plano diretor?
“Então, meu filho, pode construir sua casa nos barrancos, à beira dos rios, eu dou o alvará de habitação e quando as águas vierem, nós os levaremos para um abrigo”, que segundo ele, o prefeito, tem muito conforto, (sic.)
Portanto, essa mesma população que ficamos penalizados, ao vê-los com 1, 2 metros d’água dentro de suas casas, estão pagando pela sua própria irresponsabilidade, associada a do governo irresponsável, que invadiu parte do rio Muriaé e cortou as árvores ciliares para estender a Av. JK. E a natureza não perdoa, as águas têm que sair para algum lugar, e se não tem o leito natural do rio, a terra para de absorver o volume de precipitação de águas e alguém vai arcar com as conseqüências. Tudo isso é tragédia anunciada, todos sabiam o risco que corriam, apostaram na desgraça e deu na cabeça, ganharam o jogo e a eleição e o resultado está ai.E agora José?